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domingo, 11 de novembro de 2012

Atelier das Massas

O Atelier das Massas é um lugar que mistura arte na mesa e nos quadros espalhados pelas paredes. As massas caseiras e as receitas tem um toque dos pequenos restaurantes e trattorias italianas, onde o sabor está acima da sofisticaçāo.
Localizado no centro de Porto Alegre, longe da badalaçāo de alguns bairros nobres, é aconchegante e tem uma boa carta de vinhos.

Uma apetitosa mesa de antepastos (serviço a quilo) cheia de delícias já dá a cara italiana do lugar.
Eu comi uma massa a base de tomate, radicci, gengibre, alho e muito tempero verde... era simplesmente o que eu precisava.


Atelier das Massas
Rua Riachuelo, 1482
Porto Alegre-RS
Tel 3061 3125

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Carina Barlett Boulangerie

A Carina Barlett Boulangerie dá um toque afrancesado aos pães do bairro Bom Fim em Porto Alegre. Pães, baguettes e croissants que fazem nosso café da manhã ou chá da tarde um momento imperdível...

Eu e a Fê começamos com o croissant (R$ 2,50), na foto aí de cima, acompanhado com uma geléia de morango. Gostoso demais!

Pra continuar, o super clássico das boulangeries francesas, pain au chocolat (R$ 5,00).
Eu, como um grande apreciador de tudo que tem maçã, pedi uma tartelete, que também gostei.
Agora, os pães são os reais protagonistas da casa. Já provei a baguette e os pães pretos, meio rústicos. São todos formidáveis. 
Aproveitei para comprar algumas gramas de presunto espanhol (jamón) e comer em casa junto com eles. Imperdível!!!

O que: Carina Barlett Boulangerie (Rua João Telles, 237 esquina com Vasco da Gama, Bom Fim, Porto Alegre. Tel 51 3222 7878. Das 9h às 21h)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Almoço no Press Restaurante e Café

O Press Café da Hilário Ribeiro possui elegância e modernidade não só no ambiente (redecorado recentemente), mas também na comida. Os pratos tem tudo a ver com o ambiente clean e minimalista.

A varanda convida a passar horas num almoço arrastado ou num café pela tarde.
O ambiente interno é lindo e foi aí que nos sentamos pra almoçar num caloroso domingo em Porto Alegre.
Pra começar, pedimos uma salada Milão. Tem o doce da framboesa contrastando com o salgado e a crocância do presunto parma.
Pra acompanhar, uma taça de Callia Alta Chardonnay (R$ 13,00), da Argentina. Foi o único ponto fraco da minha visita. Vinho sem acidez e vivacidade. Já um tanto passado, talvez por causa da safra ou da má conservação, uma pena.

A Nanda pediu o Filé Hilário (R$ 25,00). Um prato com toque bem brasileiro,  com uma farofa na manteiga que é deliciosa. A carne picada com molho de carne e o ovo por cima tem tudo a ver. As bananas chips dão um toque south american way
Já o prato que eu pedi, é um dos tantos do novo cardápio do Press com toques orientais, o Camarão Thai (R$ 37,00). Generosos e suculentos camarões, com um perfume de amendoim que se sente de longe. Tem o frescor do coentro e não é nada picante. Brotos, cogumelos e legumes complementam o prato. Acompanha um arroz  thai na linda cestinha comestível. No words...
Desta vez, saí sem sobremesa, o que é um pecado aqui no Press. Os doces são ótimos e com uma apresentação impecável. Não deixe de provar. No total, gastamos R$ 112, com mais uma água e um suco de limão.

O que: Press Restaurante e Café (Rua Hilário Ribeiro, 281, Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel 051 3222 7718)
Mais informação: www.presscafe.com.br 

quarta-feira, 24 de março de 2010

As delícias da Barbarella Bakery

Eu sou daqueles que gosto de acordar mais tarde no sábado, ainda mais se for fazer um brunch demorado depois. Melhor ainda se for na Barbarella Bakery.

O conceito da casa, idealizada por uma mulher, a engenheira de alimentos Ana Zita Fernandes, foi trazer de volta a tradição do pão antigo, com sabor de verdade. Tanto é que um dos carros chefes da casa é o pão com fermentação natural, pain au levain. E o nome Barbarella, um ícone do movimento feminista nos anos 60, não poderia ser mais sugestivo por essa verdadeira revolução no mundo dos pães encabeçada por uma mulher.

A decoração e a oferta de produtos não nega o pézinho que a Barbarella tem na América: aí são servidos cookies, cinamon rolls e bagels dentre outras cositas más. Eu provei o cookie, que é bom mesmo!
Ficamos sentados nas convidativas mesinhas da parte externa, nessa bela manhã de sol. No cardápio há também  opções de sanduíches, saladas e sopas. A Nanda pediu um Yôga Trip (R$ 14,00): sanduíche prensado com pão de fermentação natural, queijo gruyere, mozarela, tomate e azeitona. Para os amantes do queijo, uma tentação.
Eu pedi o Samádhi Sandwich (R$ 12,00). Um pão orgânico de milho e quinua sensacional, bem crocante. O recheio é de mozarela de búfala gratinada, tomates secos e rúcula, combinação clássica. Dos deuses.
Uma dica pra quem gosta de um docinho é a Torta Brownie (R$ 11,00). Além de muito boa, é doce na medida, não enjoa. Chocolate, doce de leite, nozes... hummm
Todas as quartas na Barbarella acontece o Bread&Wine, harmonização de vinhos com as iguarias da casa. Nas terças a promoção é o "Cardápio do vizinho", uma ideia original em que o cliente pode também pedir coisas dos restaurantes das redondezas.

Quanta a carta de vinhos, a Barbarella oferece boas opções para uma boulangerie. No final, ainda levei uma baguete pra casa. Casca perfeita, massa firme, muito boa. Não deixe de visitar!


O que: Barbarella Bakery (Rua Dinarte Riberio, 56 Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel 051 3346 7164. De segunda a sábado das 7h15 às 23 h, domingo das 10h às 18h).
Mais informação: www.barbarellabakery.com.br

Veja também:
- Porto Alegre: as delícias da Mercopan
- Porto Alegre: clima romântico no Tutto Riso
- Porto Alegre: o tempero thai do Koo Pee Pee
- Porto Alegre: Bah Restaurante, um gaudério moderninho
- Vale dos Vinhedos: o charme do restaurante Leopoldina do Spa do Vinho

terça-feira, 23 de março de 2010

Boas cervejas no Bier Markt

Quando me falaram do Bier Markt, na hora lembrei de convidar o Leandro, cervejeiro de carteirinha. O lugar tem uma farta opção de cervejas, gringas e nacionais. E quando eu digo cerveja, I mean it!

Levamos as girls e chegamos no lugar, que tem uma cara medieval. Tudo a ver. São dois andares, no estilo barzinho.
Pra abrir os trabalhos eu pedi um chope Colorado Indica 300 ml (R$ 7,00). Cerveja do estilo Indian Pale Ale, feita em Ribeirão Preto. A cor é mais escurinha (âmbar), amarga, herbácea e com um toque doce ao mesmo tempo. Cremosa, com espuma perfeita. Foi uma das melhores da noite. Mas cuidado crianças: ela tem 7% de álcool.
A Nanda pediu um chope  Slava, 300 ml (R$ 4,90) da cervejaria Abadessa, de Pareci Novo-RS. Uma cerveja tipo Pilsen, leve, não filtrada, bem turva portanto. Boa de tomar por horas e horas e horaaaaás.
Depois desse round, chegaram a Bruna e o Leandro. Então pedi uma Eisenbahn 5 (R$ 6,50),  que se  autodenomina a cerveja mais lupulada do Brasil. Boa, gostei, mas parece que faltou um pouco de corpo. O Lê pediu uma Licher Weizen (R$ 14,00), cerveja alemã de trigo. Boa pra caramba, altamente recomendada, muito frutada e aromática. Detalhe importante: todas as cervejas são servidas no seu respectivo copo, caneco ou taça. Isso faz toda a diferença.
Falando em copo, o Bier Markt tem um especial pra aqueles que querem beber "só um copinho": o canecão Mass, de 1 litro. Então tá, só mais um copinho não faz mal a ninguém... 
Pra acompanhar, pedimos um Hendl em cubos (R$ 19,00). Frango com molho honey mustard, acompanhado de pão preto alemão. Bom o frango, mas pega leve com a mostarda, que é bem picante!
Todos os pratos do cardápio tem uma sugestão de harmonização. Legal isso! Bom também é que no Bier Markt são vendidas cervejas de produção caseira. Prosit!

O que: Bier Markt (Rua Castro Alves, 442 Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel 051 3013 2300)
Mais informação: www.biermarkt.com.br

Veja também:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brunch reforçado na Mercopan

Dia desses fui conferir a padaria Mercopan, em Porto Alegre. O lugar tem um super sotaque uruguaio, inclusive é uma filial de uma padaria hermana. Pra quem gosta dos doces e folhados uruguaios, aqui é o seu lugar!

Pra começo de conversa pedimos um mini café da manhã (R$ 8,00). Pão francês, pão de leite, media luna, croissant, presunto e queijo, geléia e taça de café com leite. As media lunas são demais... com gostinho de Uruguai.
Como a ideia era fazer um brunch, mandamos ver em mais coisa. Agora uns doces Mercopan (R$ 6,50). Mil folhas, pinito e cañones. So gooood!
Eu e Nanda estávamos com fome mesmo. Hum, ou seria gula? Também, com tantas coisas boas... Que tal chutar o pau da barraca? Yes, vê pra gente então um caliente com mussarela e azeitonas (R$ 10,00). Sabe aquele pãozinho de miga com mussarela derretida? Carámba! You know what I mean...
Ah, tem mais, Cheguei a conclusão que não poderia sair daqui sem provar o alfajor. Afinal, estamos no Uruguai, baby.

O que: Mercopan Pães e Doces (Avenida Ijuí, 641 Bairro Petrópolis, Porto Alegre. Tel 051 3391 8090, e-mail mercopan@mercopan.net. Segunda a sábado das 8 h às 20 h. Domingos e feriados das 15 h às 20 h).
Mais informaçãowww.mercopan.net

Veja também:

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O tempero thai do Koh Pee Pee


Semana passada dei uma escapadinha até Porto no tailandês Koh Pee Pee. Fomos em seis pessoas e conseguimos degustar bons pratos nesse restaurante que é cheio de temperos e sabores. Na entrada, já dá pra sentir o clima da Tailândia: folhagens verdes e a construção e a construção em madeira do restaurante.



O Koh Pee Pee foi fundado em 1990 pelo empresário Eduardo Sehn, originalmente na Praia do Rosa, em Santa Catarina. Sehn teve a ideia do restaurante depois de uma longa viagem pela Tailândia. Depois de passar ainda por Jurerê Internacional, mudou-se definitivamente pra Porto Alegre em 1997. Hoje ele é considerado o melhor tailandês do Brasil, sendo reconhecido pelo governo da Tailândia com o certificado Thai Select. Nada mal.

O restaurante tem o andar térreo e o mezanino decorados com temas tailandeses. Cada andar tem um fogão com uma coifa, onde um chef faz os preparos rapidamente no wok. Essa apresentação faz parte do espetáculo do Koh Pee Pee.


Sentamos no mesanino, em frente ao fogão. Uma vista privilegiada pra curtir as habilidades do chef no wok. Maravilha!



Uma adega bem servida com diversos rótulos fica nos fundos do segundo andar, que conta também com uma mesa.


O serviço dos pratos é extramente rápido, a jato. Quando eu ainda buscava umas informações do restaurante, já ficaram prontos nossos Poh Pia (R$ 32,00), que são rolinhos primavera no estilo thai, com camarão, porco e legumes. É levemente apimentado, ideal para os que não são adeptos de um prato "quente". Mas acompanha uma pimentinha em separado, claro.


Aliás, a pimenta aqui é um capítulo a parte. O cardápio indica o grau de pimenta dos pratos para os desavisados, uma boa iniciativa do restaurante. E pra quem não conhece nada x nada da cozinha thai, os atenciosos funcionários da casa estão lá pra te ajudar prontamente.


Quanto aos vinhos, provei e gostei do espumante Don Giovanni Stravaganzza Brut (R$ 59,00). Harmonizar vinhos com comida apimentada é sempre uma tarefa difícil. Como diria meu mestre italiano Rabachino, "pimenta harmoniza somente com extintor de incêndio!". Brincadeiras a parte, acho que o espumante se saiu bem nessa batalha, pois tem estrutura e conseguiu trazer refrescância, que alivia o paladar nesse caso.


De volta aos pratos, e no ranking de picância "uma pimenta", pedimos o Pad Prik Neua (R$ 42,00). Filé com alho, cebola, pimenta, folhas de limão e coentro, manjericão doce, e arroz thai jasmin. Esse foi um dos pratos que eu não dava nada e foi um dos que eu mais gostei. A folha de limoeiro dá um toque especial, assim como o conjunto de ingredientes. Um show de aromas, pra quem gosta de fortes emoções.


Na sequência, veio o prato que tem uma linda apresentação, o Khao Pad Goong Subparrod (R$ 59,00). Servido no abacaxi, é composto de arroz frito com camarão, passas de uva, abacaxi e castanha de caju. É adocicado, e também está categoria "uma pimenta". Gostei do sabor, da apresentação, é sem dúvida uma das boas opções da casa.


Depois, um Pad Thai Goong (R$ 65,00), massa frita com camarão estilo thai. Acompanha amendoim, que faz uma boa combinação com o prato e é suave, "pimenta free". Gostei bastante.


Na continuação, um Khao Pad Ton Kra Thiam - Hed hawm (R$ 56,00), arroz frito com camarão, cogumelo shitake e alho poró. Tem pimenta "nível 1", é bom, mas dos três pratos foi o que menos gostei.



De sobremesa, pedi o exótico Tub Tim Grob (R$ 16,00), composto por amêndoa de flor de lótus (o vermelinho que se vê na foto) com calda de açúcar, lichias e leite de coco natural. Atenção, não é um docinho convencional, é pra quem quer uma experiência gastronomica diferente. Eu adorei. A flor de lótus (uma espécie de vitória régia) na Ásia simboliza a elevação e expansão espiritual.

Como diria o Bono, e-le-va-tion... Uhuuuuu


Na finaleira, um chá verde com jasmin (R$ 3,50) encerrou com chave de ouro a nossa thai experience, e com uma apresentação digna das bandas do oriente. Só faltou (?) o azul do mar de Koh Pee Pee pra eu me sentir o próprio Leonardo Di Caprio no filme "A praia"!

O que: Restaurante Koh Pee Pee Thai Food (Rua Schiller, 83 - Moinhos de Vento, Porto Alegre-RS. Tel 051 3333 5150. E-mail: kohpeepee@kohpeepee.com.br)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jantar com Claude e Thomas Troisgros na Mostra Nacional ZH Gastronomia 2009


O jantar do último dia 02 de setembro, na Mostra Nacional ZH Gastronomia, juntou duas gerações do legendário clã dos Troisgros: Claude e seu filho Thomas. Um jantar inesquecível, seja pela comida, pela organização do evento ou pela simpatia dessa família.

A Mostra é um daqueles programas imperdíveis e que todo gourmet deveria deixar anotado na agenda como compromisso. O jantar (R$ 130,00, bebida incluída), começou com uma entrada arrasadora, misturando técnicas francesas e um produto brasileiríssimo, o palmito pupunha. Aliás, o tema da Mostra nesse ano era "A nova cozinha nacional". Pois bem, um palmito pupunha recheado com brandade de bacalhau imperial e azeite trufado. Segundo o próprio chef, uma brincadeira com o ossobuco. Ficou uma "marravilha", é demais...


Pra harmonizar com a entrada, uma Reserve Chandon Brut, brasileiríssima. Foi disparado o melhor vinho da noite, cremosa, muito boa. Provei ainda um Chardonnay Gracia de Chile 2007 que mais parecia um chá de madeira. Boa estrutura, mas desequilibrado. Ainda a cava María Codorniu, com menos acidez e elegância que a Chandon.


O primeiro prato foi um filé de pargo crocante com tomate confit, vinagrete de limão siciliano e açaí. O peixe tem a crocância da farinha de rosca que é mais grossa. O molho é refrescante, ácido e o açaí dá um toque especial e exótico.


O segundo prato foi um canon de cordeiro em crosta de shitake e aipim rôsti. Segundo Troisgros, o "canon" foi o nome dado por seu pai a esse corte servido nesse formato, que é um carrè do cordeiro desossado. O gosto é maravilhoso, assim como a apresentação.

Pra ver por outro ângulo...


De sobremesa um fondant de chocolate ao leite e crumble de cupuaçu. Um sabor de Brasil, combinando perfeitamente o chocolate meio amargo com o doce da calda e a crocância da "farofa".


Claude é um cara carismático e que sabe dar alegria aos seus pratos. Faz isso com maestria, aliando a tradição culinária de sua família e valorizando a riqueza dos ingredientes brasileiros. Longa vida aos Troisgros.


Veja também:

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