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segunda-feira, 19 de março de 2012

Buenos Aires: vinhos no Gran Bar Danzon

Na minha busca por winebars em Buenos Aires, vários lugares recomendavam o Gran Bar Danzon. Fica na rua Libertad, quase esquina com a Santa Fé. Cuidado, porque não tem nenhuma placa indicativa, eu mesmo passei batido pela frente. O único sinal é essa lousa e uma escadaria que leva para o andar de cima onde o bar está.
Antes de chegar lá, entrei no site e gostei bastante do que vi. Tudo se confirmou na prática: um bar com um estilo bem cool, mistura de restaurante, winebar e bar de drinks. Lugar ideal para tomar uma copita ou jantar com a galera.
Nas paredes, as lousas indicavam as várias opções de vinhos em garrafa e por taça. 
A grande barra (balcão) foi o lugar que eu e a Fê escolhemos pra sentar e beber.
A carta de vinhos está toda em um Ipad. Dá pra pesquisar por variedade, tipo (branco, tinto, espumante), região e país. E não é que eu encontrei uma Chandon brasileira em plena Buenos Aires? #orgulho
Bom, como estávamos aqui para beber coisas locais, pedimos vinho argentino. Eu escolhi o bom Tomero Sauvignon Blanc (importado aqui no Brasil pela Domno, do grupo Valduga), 24 pesos a taça. 
Seguimos com um Crios Malbec Rosé, da famosa enóloga argentina Susana Balbo. Bom vinho, com uma
bela cor e bons aromas. É um pouco doce na boca...
Não provei a comida, vai ficar para a próxima vez! Meu retorno aqui é garantido.

Gran Bar Danzon
Libertad 1161
Buenos Aires, Argentina
Tel 11 4811 1108
www.granbardanzon.com.ar

segunda-feira, 12 de março de 2012

Buenos Aires: a Experiencia del Fin del Mundo

A Bodega del Fin del Mundo tem esse nome porque se estabeleceu na região vinícola mais austral da Argentina: a Patagônia. E para se aproximar dos seus clientes, montou em Buenos Aires um restaurante exclusivo para que todos possam degustar os seus vinhos devidamente harmonizados. 

O nome Experiencia del Fin del Mundo mostra o que é o lugar situado no bairro Palermo: uma imersão na vinícola da Patagônia, onde todos os vinhos podem ser provados por taça, com um menu de primeira. 

No calor que fazia em Buenos Aires, ficamos na varanda, própria para estes dias. A decoração do interior é de bom gosto, linda.
Abrimos a noite com o Espumante Extra Brut Del Fin del Mundo, degustado por taça (20 pesos). Eu pedi uma taça do bom Sauvignon Blanc Newen (20 pesos). Acho que os brancos se dão melhor melhor aqui por estas bandas do que os espumantes. Curti mais o Sauvignon.
O couvert ficou por conta de uma saladinha de Palta (abacate) com salmão defumado.
Eu ataquei com um Ciervo da Patagonia com maçãs e panceta. Gostei bastante, o sabor não é tão exótico, pode pedir sem medo.
A Fê estava com desejo de uma milanesa argentina com purê de papas. Simples? Eu diria clássico...
Para a maridaje (harmonização), pedimos o ótimo Pinot Noir Fin del Mundo. Prestem atenção, essa uva está se destacando aqui nessas bandas.
Nunca escondi minha satisfação ao chegar em um lugar e poder degustar vinhos por taça. Essa é a verdadeira experiência aqui, conhecer a fundo os belos vinhos da Bodega del Fin del Mundo. A conta toda saiu por 315 pesos para duas pessoas.

Experiencia del Fin del Mundo
Honduras 5673
Palermo Hollywood
Tel 4852 6661
experiencia@bdfm.com.ar

terça-feira, 6 de março de 2012

Queijos e vinhos no Park Hyatt Buenos Aires

A vinoteca (winebar) Duhau do Park Hyatt, em Buenos Aires, foi uma das surpresas na minha recente visita a Buenos Aires. O hotel é cheio de charme e o bar de vinhos também. Logo na entrada nos deparamos com uma bela mesa de degustação.
A bela adega climatizada forma uma espécie de ilha no meio do bar, com os vinhos à mostra. Super cool.
Mas a grande atração do lugar é a cave climatizada com queijos artesanais argentinos. Você escolhe os queijos com a ajuda de uma especialista, que aconselha a melhor harmonização (maridaje) com os vinhos.
Pedimos uma seleção de 4 queijos (130 pesos), acompanhada de frutos secos e uma geléia de pêssego e mandarina dos deuses... Tudo para equilibrar o sabor salgado de alguns queijos. O vinho ficou por conta da emblemática casta Torrontés Alta Vista Premium (130 pesos), que na minha opinião harmonizou super bem com os queijos.

O que: Duhau Restaurante & Vinoteca / Park Hyatt Buenos Aires (Av. Alvear 1661, Buenos Aires, tel 11 5171 1340. E-mail buenosaires.park@hyatt.com)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

La Viñeria de Gualterio Bolívar, uma experiência gastronômica única em Buenos Aires


Meus amigos LetíciaRogério (do blog Viajando Bem e Barato pela Europa) curtiram a honey moon em Buenos Aires e tiveram uma experiência gastronômica fora do comum na La Viñeria de Gualterio Bolívar.

Se ligou na fotinho acima? Então, são 14 pratos servidos em sequência e todos os vinhos da casa são oferecidos em taça. Show hein?

Eles me garantiram que a experiência é única. Se liga só nessa lata de calamares em conserva, apresentação super criativa.

Haja fôlego pra aguentar essa seqüência. Olha a cara do Rogério de "vou ter que fazer esse sacrifício".


A Leti ficou encantada com o mini algodão doce dela. Também, quem não ficaria?

No total gastaram 510 pesos, algo como 240 reais o casal, incluída toda essa orgia gastronômica e os vinhos.

Fiquei morrendo de vontade de conhecer. Na próxima ida a Buenos Aires, vou pra lá com certeza!

O que: La Viñeria de Gualterio Bolívar (Calle Bolívar 865, Bairro San Telmo, Buenos Aires. Tel 43 61 47 09, e-mail lavineriadebolivar@gmail.com. Terças a domingos das 13 hs as 16hs / 21 hs as 24 hs)

Veja também:

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bodegas Norton

Papos de Gourmet especial em Mendoza
O nome “gringo” dessa vinícola mendozina tem um motivo: foi fundada por um engenheiro inglês chamado Edmund J.P Norton. Ele chegou na Argentina para construir a estrada de ferro que passaria na Finca Perdriel. Norton apaixona-se pela filha do proprietário da finca e nas terras do sogro planta as primeiras mudas trazidas da França. Tudo isso lá pelo ano de 1895, provando desde aquela época o vinho e as paixões movem montanhas!

Em 1989 a vinícola foi comprada pelo grupo austríaco Swarovski (sim meninas, o mesmo dos famosos cristais). O empresário Gernot Swarovski se apaixona por Mendoza e decide comprar o empreendimento. Hoje o negócio é administrado por seu filho Michael Halstrick, que investiu pesado em modernização.
A empresa produz um grande volume (17 milhões de litros) e exporta aproximadamente 50% do que produz.
A vinícola fica em Luján de Cuyo, o berço da uva Malbec na Argentina. Em nossa visita (com um animado grupo) passamos por todo processo produtivo e o que mais chamou a atenção foram os contrastem do antigo com o moderno: ainda permanecem no local as antigas “piletas” ou reservatórios quadrados de vinhos, que segundo a empresa não são mais utilizados.

A cave subterrânea da empresa é muito bonita. Um labirinto que tem função de afinar o vinho da empresa e de servir de museu de antigas garrafas, com safras desde o ano de 1932.

A empresa utiliza 80% de barricas européias para o envelhecimento dos vinhos. Encontramos ainda algumas barricas de carvalho chinês (o grupo possui uma unidade lá) que estão sendo utilizadas em testes.
Vinhedos:
Os vinhedos são controlados pelo sistema de “mapping”, ou seja, as propriedades são divididas em pequenas parcelas trabalhadas de forma específica e individual.
As 5 fincas ou propriedades da empresa possuem uma área de mais de 1.200 hectares de área e cultivam hoje algo em torno 680 hectares de parreirais. Todo processo é controlado pelo engenheiro agrônomo Pablo Minatelli.
Vinhos:
Destinados ao mercado externo:
- Privada: No Brasil se chama “Privado” por razões óbvias. Originalmente destinado somente a família Swarovski. É um corte das uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Merlot. Envelhecido por 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Passa 12 meses afinando na garrafa.
- Gernot Langes: é uma seleção das melhores uvas dos vinhedos mais antigos, e só se engarrafam as barricas que tiveram uma evolução excepcional. Mais de 16 meses de envelhecimento em barricas novas de carvalho francês. Afinamento na garrafa por mais de 12 meses.
- Reserva (nas uvas Cabernet Sauvigon, Malbec, Syrah e Merlot): uvas provenientes de vinhedos com mais de 30 anos. Barricas de carvalho francês de 1º e 2º uso. Afinamento na garrafa por 10 meses.
- Barrel select (nas uvas Cabernet Sauvigon, Malbec, Syrah, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc): 50% do vinho é envelhecido em barricas de carvalho francês de 1º e 2º uso por até 12 meses. Afinado por 6 meses na garrafa.
- Varietais jovens: sem uso de carvalho. Além das uvas já citadas, também nas versões Tempranillo, Barbera, Bonarda, Torrontes, Merlot Rose e Sangiovese.
Destinados ao mercado argentino e também ao Brasil:
Não tenho absoluta certeza se todos estão em venda no Brasil. A lista é extensa, já que a produção da vinícola é mesmo volumosa: Quorum (seleção de diversas colheitas), Malbec DOC (vinhedos provenientes de Luján de Cuyo), Roble, Bivarietales (corte com duas uvas), Clasico (corte de diferentes uvas), Cosecha tardia (Chardonnay), Mil Rosas, Espumante Norton (extra-brut e demi-sec), Espumante Norton Cosecha Especial (extra-brut e brut nature).
Pontuações:
As notas máximas alcançadas foram:
- Vinho Norton Privada 2002 e 2003: 91 pontos Wine Spectator
- Norton Reserva Malbec 2002: 90 pontos WS
Vinhos degustados:

Fomos recebidos no final da degustação com um espumante demi-sec, um pouco estranho pra começar uma degustação seguida por vinhos secos.
Logo após, degustamos um Norton Chardonnay Roble 2007, fermentado em barricas de carvalho. O Norton Reserva Cabernet Sauvigon 2005 apresenta bons aromas, intensos, um bom volume de boca e taninos suaves. Já o Norton Reserva Malbec 2005 não tem aromas tão intensos, porém na boca é bem aveludado.
O quê: Bodegas Norton (Ruta Provincial 15, km 23.5, Luján de Cuyo, Mendoza)
Serviços: visitas guiadas (inglês – espanhol) e degustação; almoço e piquenique nos jardins;
Visitas: Reservar com antecedência. Tel. 54 261 490 9700. - int 4. E-mail: turismo@norton.com.ar ou programas@norton.com.ar
Onde comprar: www.expand.com.br
Maiores informações: www.norton.com.ar
Leia também:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vinícola Nieto Senetiner

Papos de Gourmet Especial em Mendoza
Essa vinícola mendozina foi fundada no ano de 1888 por imigrantes italianos e está localiza na privilegiada região de Luján de Cuyo. Pertenceu a diferentes famílias, até que a família Nieto Senetiner a comprou no ano de 1969. Em 1998 a empresa foi adquirida pelo Perez Companc Family Group.

O estilo antigo da vinícola, as árvores e a abundante natureza fazem dela um belo lugar pra uma visitação. Logo na chegada nos deparamos com vários pés de oliveiras antigas.

A produção é de 1.500.000 de litros porém segundo a empresa, o rendimento por hectare é baixo, na faixa de 5 a 12 ton / ha. A Nieto Senetiner possui 300 hectares de vinhedos próprios em Lujan de Cuyo (Agrelo, Vistalba), e Tupungato. Mas também compram uva de outros produtores. Não chegamos a conhecer a estrutura da vinícola, pois estávamos atrasados e passamos direto a degustação.
Linhas de vinho:
- Cadus (Malbec, Cabernet Sauvigon e Syrah): single vineyard, origem Agrelo, Lujan de Cuyo. Vinhedos de 1918. Passagem de 24 meses por barricas de carvalho francês de primeiro uso e 12 meses de afinamento na garrafa.
- Bonarda 2002: vinhas de 1973 e 1050 metros de altitude.
- Don Nicanor (Cabernet Sauvigon, Malbec, Merlot, Blend, Tardio e Syrah): vinhedos de 40 a 45 anos de Agrelo e Vistalba. Produção de 6 ton / hectar.
- Nieto Senetiner (Cabernet Sauvigon, Malbec, Syrah, Merlot, Malbec DOC e Chardonnay): vinhedos de 30 anos.
- Benjamin Nieto (Cabernet Sauvigon, Malbec, Chardonnay, Tempranillo e Syrah)
- Espumantes (charmat longo): extra brut e brut nature
Vinhos degustados:

1) Benjamin Nieto 2008: o vinho não é filtrado e não possui passagem por carvalho. Cor púrpura, jovem, frutado e médio corpo. Percebe-se o álcool.
2) Nieto Senetiner Malbec 2006: 12 meses de carvalho de 3º uso. Bom corpo, denso na taça. Aromas de frutas maduras, cereja preta. A colheita é feita de fevereiro a abril.
3) Don Nicanor Malbec 2005: vinhedos (de 1916) com produção de 7 ton/ha. Passagem por 18 meses em barricas de segundo uso. Aromas de marmelada e ameixa, bom corpo.
4) Cadus Malbec 2004: feito igualmente com uvas de vinhedos de 1916. 2 anos de passagem por barricas novas e 2 anos de afinamento na garrafa. Graduação de 15º. Vinho concentrado, vermelho rubi.
Depois da degustação, fomos recebidos para o almoço em um lugar bem agradável. A refeição oferecida na Nieto é típica argentina: empanadas, saladas, chorizo, morcilha doce e carne maravilhosamente bem assada. Aliás uma ótima harmonização ficou por conta da morcilha doce com o vinho Malbec, que vale tanto pela t
extura e doçura quanto pela afinidade regional. Claro, mas só pra que não se importar de comer a típica salsicha argentina com cor de sangue! A propósito, eu não me importo nem um pouco, acho uma delícia.

Na hora do café fomos para uma varanda ao lado fazer digestão enquanto olhávamos as belas videiras antigas da propriedade. Nada mais merecido depois de umas boas garfadas...
O quê: Bodegas Nieto Senetiner (Guardia Vieja S/N – Vistalba – Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina). Tel (0261) 4980315 / 4984027. E-mail: turismo@nietosenetiner.com.ar
Serviços: Degustação, almoço e cursos de degustação. Agendar previamente.
Maiores informações: www.nietosenetiner.com
Onde comprar: Casa Flora www.casaflora.com.br
Veja também:

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A imponente Bodega Catena Zapata

Papos de Gourmet Especial em Mendoza

Mais uma vinícola argentina no melhor estilo arquitetura + tecnologia a serviço do vinho. Construída no ano de 2001, a imponente pirâmide Maia... Uêpa! Mas o que faz uma pirâmide Maia na Argentina? esse povo não é nativo do México?


Bem, você pode dizer, ok César, mas quem se importa? Ora, tem todo aquele papo do resgate histórico, das raízes, que eu acho importante e nesse caso fica um pouco distorcido. É como se estivéssemos em Las Vegas ou na Disney... Bom, quero aqui apenas expressar meu contraponto porque, apesar disso, a construção é belíssima, a sua imponência... quando você sobe até o último andar (pelas lindas escadas) da pirâmide e vê os parreirais e a cordilheira, my friend, você esquece tudo isso. Dá uma olhada e me diga se estou errado:


A obra foi inspirada nas pirâmides Maias de Tikal. No interior, uma bela escada avança sobre uma abertura redonda pra alcançar o terraço na parte superior.

Essa unidade da Catena, com capacidade para a produção de 2.500.000 litros, utiliza conceitos de vinificação e equipamentos de ponta: experiências com microvinificação e uvas não prensadas (descendo por gravidade), só para citar alguns exemplos.
A sala de barricas é linda (chamada por eles de anfiteatro), com uma sala de degustações envidraçada ao centro.
Nessa sala encontram-se barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%). Também, há uma sala de projeção onde nos mostratam um vídeo sobre a empresa.

Linha de vinhos:

A empresa divide os seus vinhos em vinhos pra exportação e vinhos pra Argentina. O Brasil recebe as duas linhas:

Vinhos exportação:

- Linha Catena Zapata (Nicolas Catena Zapata, Catena Zapata Malbec Argentino, Catena Zapata Adrianna Vineyard e Catena Zapata Nicasia Vineyard)
- Catena Alta (Malbec, Cabernet Sauvigon e Chardonnay)
- Catena (Malbec, Cabernet Sauvignon e Chardonnay)
- Alamos (Malbec, Chardonnay, Pinot Noir, Syrah, Viognier, Seleccion Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Bonarda, Sauvingon Blanc, Merlot, Torrontes, e Seleccion Malbec).

Vinhos Argentina:

- Catena Zapata Estiba Reservada (Cabernet Sauvingon)
- Catena Zapata Malbec Argentino
- Angélica Zapata
- D.V Catena (Malbec, Syrah, Cabernet Sauvigon e Cabernet / Malbec)
- Saint Felicien (Cabernet Sauvigon, Cabernet / Merlot, Chardonnay, Malbec, Syrah, Semillon Doux, Sauvignon Blanc e Espumante Nature)
- Alamos de Mendoza (Malbec, Chardonnay, Pinot Noir, Syrah, Malbec Maceracion Atenuada, Reserve Tempranillo, Cabernet Sauvigon, Bonard, Sauvigon Blanc, Merlot, Reserve Merlot, Espumante extra-brut).


Pontuações:

Os vinhos da Catena receberam boas avaliações da crítica especializada, com alguns destaques:

- Catena Malbec 2006: 91 pontos (Rober Parker). Ótima pontuação para um vinho com um preço bem acessível!
- Catena Malbec 2005: 90 pontos (Wine Spectator)
- Nicolas Catena Zapata 2001: 94 pontos (Parker)
- Catena Alta Malbec 2003: 94 pontos (WS)

Esses são apenas alguns exemplos. Acredito que as pontuações de vinho jamais devam substituir nossas próprias percepções e gostos. Mas elas, sem dúvida nenhuma, dão credibilidade ao enófilo e recompensam o esforço do produtor.

Vinhos degustados:


Dos vinhos degustados (Chardonnay 2005, Cabernet Sauvignon Catena Alta 2004 e Malbec 2005) o que mais me chamou a atenção foi o Chardonnay 2005: fermentado em barricas de carvalho e proveniente do vinhedo Adrianna a 1.500 m de altitude. É o único single vineyard da empresa. Notas de baunilha, cítricas, potente, enche e refresca a boca. Aromas cítricos, abacaxi amêndoa torrada... é desses vinhos pra ficar na memória!

O ponto negativo da nosso degustação é que nos colocaram em um lugar inapropriado pra qualquer amante do vinho, ainda mais levando em consideração a estrutura da empresa: um espaço na recepção da vinícola, sentados em sofás.

Vale a pena a visita pela bela vinícola e de grande história e tradição de vinhos na Argentina, porém não espere a exclusividade e a atenção de uma vinícola menor.

O quê: Bodega Catena Zapata (J. Cobos s/n Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina)
Onde: J. Cobos s/n, Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina
Serviços: Visitação e degustação
Visitas: pré agendar pelo tel 54 261 413 1100 ou no site http://www.catenawines.com/es/contact.html
Onde comprar: Mistral Importadora. http://www.mistral.com.br/

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bodegas Salentein


Papos de gourmet especial em Mendoza

Essa imponente bodega argentina de capital holandês alia arquitetura e vinhos modernos. Ao chegar em Killka (como é chamado o lugar), o visual é de cair o queixo: paisagem desértica, a cordilheira e os seus vinhedos...




Logo na entrada, um espelho d´água e esculturas dão um ar cool ao lugar. Descobri que o projeto do complexo foi idealizado levando em consideração 2 aspectos: a forma e a função. A forma de cruz reduz o tempo de percurso da uva e do vinho dentro da vinícola. Cada ala consiste em uma pequena bodega de 2 níveis de altura. No primeiro nível, tanques de aço inoxidável e barricas de carvalho francês possibilitam a fermentação e o armazenamento. Já no nível subterrâneo, o vinho é envelhecido nas barricas, descendo por gravidade.



O mais interessante é que a junção das 4 alas convergem para uma câmara central e circular, similar a um anfiteatro. Aí encontramos várias barricas dispostas igualmente de forma circular, em torno a uma rosa dos ventos que pode ser vista também desde a parte superior... fantástico! Para a empresa, a rosa dos ventos representa a sua relação com o restante do mundo. Já as pedras utilizadas no piso são da mesma região onde a vinícola está localizada., dando a idéia de “pés na nossa terra e olhos no mundo”. Tudo muito elegante e cheio de sentidos, como os bons vinhos devem ser!

Em nossa visita, fizemos um recorrido por uma impressionante estrutura com tecnologia de ponta.

Vinhos:
São produzidos aproximadamente 1.000.000 de litros por ano, sendo que 50% da produção é exportada principalmente para o Brasil e EUA. Os enólogos responsáveis são Laureano Gomez e Carlos Baccaro. Os vinhos não são filtrados.

Salentein: varietais provenientes das 3 propriedades da empresa, com diversas altitudes. Tem passagem de 7 a 14 meses por barricas de carvalho francês.

Numina: é o vinho de corte da empresa que estagia por 16 meses em barricas francesas.

Primus: edição especial que se elabora somente em safras excepcionais. Envelhece por 19 meses em barricas novas de carvalho francês.

Los Leones: é o vinho símbolo da empresa. Não foi degustado por nosso grupo.

A hora da verdade:

Depois do agradável passeio pela vinícola, fomos recebidos em uma grande e bonita mesa de pedra para a degustação dos vinhos. Não posso reclamar da recepção, em um lugar extremamente acolhedor, cheio de queijos e frutas secas durante a degustação.


Primus Pinot Noit 2004: achei o vinho um pouco alcoólico demais e sem a sutileza do pinot noir. Aroma de frutas vermelhas, geléia de frutas e especiarias.

Provei ainda o Primus Malbec 2004 e o Primus Merlot 2003: para mim foi o melhor do trio. De cor vermelho rubi, complexo no nariz e pronto para beber. Taninos macios e compota de frutas.

Almoço:
Depois da degustação, seguimos para o almoço em um belo salão envidraçado, com vista para a bela cordilheira. No almoço foram servidos um medalhão de carne com crosta de gergelim e purê com açafrão, além de uma salada perfeitamente harmônica. Vale a pena almoçar por lá.






O quê: Bodegas Salentein

Onde: Ruta 89 s/n, Los Arboles, Tunuyan – Mendoza, Argentina.

Serviços: visitação e degustação/ almoço / pousada

Visitas: pré agendar. Tel 54 02622 429 500. E-mail reservas@killkasalentein.com

Onde comprar: http://www.zahil.com.br/

Maiores informações: http://www.bodegasalentein.com/

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