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domingo, 24 de abril de 2011

Cerveja na terra do vinho: Doppio Malto Birreria

A Doppio Malto Birreria é um bar que inaugurou a pouco tempo e já vem dando o que falar. O objetivo do bar é oferecer cevas de qualidade (na verdade, mais de 80 tipos diferentes) de vários países. 
Capitaneado pelos irmãos Gustavo e Luis Paulo, a cervejaria de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, é também uma boa alternativa aos que não curtem o circuito do vinho e das vinícolas.

O ambiente é todo voltado ao mundo cervejeiro, exibindo garrafas de vários lugares.
Chegamos aí com nossa confraria, In Lupulus Veritás em um dia reservado só pra gente... É aí que mora o perigo! Arrancamos logo de cara com uma cerveja artesanal de Porto Alegre, a Terapia Golden Ale (R$ 15,00), que não é pasteurizada. Muito boa. Na sequência, a Colorado Indica, estilo India Pale Ale, com graduação de 7%. Bem encorpada e lupulada, gostei.
Na sequência, mais um round duríssimo em que a minha cerveja eleita como melhor da noite foi uma americana, Brooklin Lager (R$ 13,00).
Mas como a democracia impera neste país, o voto da galera foi para  Export, da Cervejaria Abadessa de Pareci Novo-RS. Vem numa bonita garrafa com tampa de cerâmica.
As cervejas foram eleitas antes de uma holandesa aparecer: Urthel Samaranth Quadrium (R$ 60,00). Uma cerveja que é uma porrada, com graduação alcoólica parecida com um vinho, 11,5%! É outra escola, assim como a belga Maredsous Tripel, de abadia (R$ 23,00). Mas nessa altura confesso que já não conseguia identificar muita coisa...
Então era isso. Chama a saideira e vamos para casa!
 O que: Doppio Malto Birreria (Rua 15 de Novembro, 122 Bairro Planalto, Bento Gonçalves-RS. Fica a uma quadra do Hotel Dallonder. De terça a domingo, a partir das 17:30. Tel 54 9917 6105, e-mail contato@doppiomalto.com.br)



terça-feira, 23 de março de 2010

Boas cervejas no Bier Markt

Quando me falaram do Bier Markt, na hora lembrei de convidar o Leandro, cervejeiro de carteirinha. O lugar tem uma farta opção de cervejas, gringas e nacionais. E quando eu digo cerveja, I mean it!

Levamos as girls e chegamos no lugar, que tem uma cara medieval. Tudo a ver. São dois andares, no estilo barzinho.
Pra abrir os trabalhos eu pedi um chope Colorado Indica 300 ml (R$ 7,00). Cerveja do estilo Indian Pale Ale, feita em Ribeirão Preto. A cor é mais escurinha (âmbar), amarga, herbácea e com um toque doce ao mesmo tempo. Cremosa, com espuma perfeita. Foi uma das melhores da noite. Mas cuidado crianças: ela tem 7% de álcool.
A Nanda pediu um chope  Slava, 300 ml (R$ 4,90) da cervejaria Abadessa, de Pareci Novo-RS. Uma cerveja tipo Pilsen, leve, não filtrada, bem turva portanto. Boa de tomar por horas e horas e horaaaaás.
Depois desse round, chegaram a Bruna e o Leandro. Então pedi uma Eisenbahn 5 (R$ 6,50),  que se  autodenomina a cerveja mais lupulada do Brasil. Boa, gostei, mas parece que faltou um pouco de corpo. O Lê pediu uma Licher Weizen (R$ 14,00), cerveja alemã de trigo. Boa pra caramba, altamente recomendada, muito frutada e aromática. Detalhe importante: todas as cervejas são servidas no seu respectivo copo, caneco ou taça. Isso faz toda a diferença.
Falando em copo, o Bier Markt tem um especial pra aqueles que querem beber "só um copinho": o canecão Mass, de 1 litro. Então tá, só mais um copinho não faz mal a ninguém... 
Pra acompanhar, pedimos um Hendl em cubos (R$ 19,00). Frango com molho honey mustard, acompanhado de pão preto alemão. Bom o frango, mas pega leve com a mostarda, que é bem picante!
Todos os pratos do cardápio tem uma sugestão de harmonização. Legal isso! Bom também é que no Bier Markt são vendidas cervejas de produção caseira. Prosit!

O que: Bier Markt (Rua Castro Alves, 442 Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel 051 3013 2300)
Mais informação: www.biermarkt.com.br

Veja também:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Roteiro das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina

Papos de Gourmet esteve em Blumenau e conferiu o Roteiro das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina. Além de Blumenau, o roteiro engloba as cidades de Gaspar, Brusque, Indaial, Jaraguá do Sul, Joinville, Pomerode e Timbó. Todas as cervejarias seguem a Lei de Pureza Alemã, a Reinheitsgebot de 1516, que limita em quatro os ingredientes permitidos: água, lúpulo, malte e fermento.

Um bom lugar pra começar é o Museu da Cerveja (Rua XV de Novembro, Praça Hercílio Luz, Blumenau). Aí estão expostos equipamentos, peças, documentos e textos históricos relacionados a fabricação do líquido precioso.
Ainda em Blumenau, nem pense em perder a visita a Cervejaria Eisenbahn (Rua Bahia, 5181 Tel 47 3488 7371), pra mim uma das melhores cervejas do Brasil. Quem vê de fora o pavilhão industrial da empresa, sem apelo turístico, nem imagina que aí são fabricados cervejas de primeira qualidade. Porém a visita vale a pena. É possível conhecer as etapas do processo de fabricação e degustar os 13 tipos de cerveja e 4 tipos de chope num mini pub. A visitação (R$ 5,00) dá direito a um chope. A mini degustação custa R$ 5,00.
A Wunder Bier (Rua Fritz Spernau, 155 Blumenau, tel 47 3339-0001) é um castelo estilizado, com um restaurante e mesas ao ar livre. A visitação é bem interessante, você pode provar o chope direto das autoclaves. Provei aí o bom chope de trigo e também uma pilsen não filtrada. Oferecem também chope schwartz (preto) e um inusitado, feito de vinho.
A Bierland (Rua Gustavo Zimmermann 5361, tel 47 3337 3100 Blumenau), é uma homenagem à "Terra da Cerveja", Blumenau. A fábrica possui um bar anexo onde os visitantes podem visitar e degustar os chopes e cervejas nas variedades Pilsen, Bock, Weizen e Pale Ale.

Em Brusque, há 35 km de Blumenau, está localizada a Zehn Bier (Rua Benjamin Constant, 24, tel 47 3351 0033). Foi fundada em 2003 pela família Zen, uma das mais tradicionais de Brusque.Oferece três estilos, Pilsen, Bock e Porter.

Em Gaspar, a Das Bier (Rua Bonifácio Haendchen, 5311 tel 47 3397 8600) ou, "simplesmente cerveja", oferece loiras (pilsen) e morenas (braunes).

A receita da Cervejaria Heimat (Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 1498, tel 47 3333 1793) de Indaial, é exclusiva de família. Foi trazida ao Brasil em 1932 pelo imigrante alemão Paul Nuber, que elaborava cerveja e abastecia a recém fundada colônia Heimat (terra natal, em alemão).

Inaugurada em 2007, a Königs Bier (Rua Erich Sprung, 215, tel 47 3370 5544) de Jaraguá do Sul significa "cerveja do rei". É uma homenagem aos reis do tiro e às sociedades de tiro que preservam essa tradição alemã. Aí você encontra chope Pilsen (não filtrado), Pilsen fest (uma versão mais leve) e um Bock adocicado.

A Opa Bier (Rua Dona Francisca, 11.560, tel 47 3435 4707) de Joinville, abriu as portas em 2006. Fabrica chope nas versões Pale Ale, Porter, Weizen, Pilsen e Sem álcool.

A Schornstein (Rua Hermann Weege, 60, tel 47 3387 6655), de Pomerode, se propõe a fazer "cerveja com alma". Fica em um prédio tombado pelo patrimônio histórico, com cerca de 50 anos e com um chaminé de 30 metros de altura. Oferecem chope Pilsen, Pilsen Cristal, Pale Ale, Weiss e Bock.

A Cervejaria Borck (Rua Pomeranos 1963, tel 47 3382 0587) foi a pioneira no conceito de micro-cervejaria artesanal em Santa Catarina no ano de 1996. Produzem chope nas versões Pilsen e Malzbier.

Das cervejarias acima, eu visitei a Eisenbah e a Wunder, tentei outras mas não consegui visitar porque não agendei e estavam fechadas... Então, antes de procurar uma delas, dê uma ligadinha pra não ficar na mão, todos os telefones estão aí!

Veja também:
- Visita a Cervejaria Eisenbahn em Blumenau
- O Castelo da Wunder Bier
- O restaurante mexicano mais badalado de Camboriú, o Guacamole
- O requinte do Bistrot La Table em Balneário Camboriú

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Visita a Eisenbahn em Blumenau


Tenho uma verdadeira paixão por essa cerveja desde 2002 ou 2003 quando bebi meu primeiro copo no Cherry Blues Pub, em Porto Alegre. Pra mim foi um marco na minha cultura cervejeira e acho que pra Porto Alegre também. Uma empresa brasileira oferecendo variados estilos de cerveja, com sabor, com alma. Eu tinha que conhecer essa cervejaria e conheci.

Essa foi a segunda vez que visitei a Eisenbahn, que significa estrada de ferro em alemão). Na primeira vez, passei reto pelo pequeno pavilhão industrial, nem imaginei que fosse lá o esconderijo desse precioso líquido. Sim, era lá mesmo. Olhando por fora, o lugar não tem muito apelo turístico. Mas entrando, tem um pub que é bem simpático.


A visitação é feita a cada hora, por um preço de R$ 5,00 com direito a um chope. Na visita, um guia explica sobre o processo de fabricação e a história da Eisenbahn que começou em 2002 produzindo 12.000 litros por mês. Hoje a empresa, que começou com a família Mendes, foi vendida para o grupo Schincariol e tem capacidade pra produzir 350.000 litros por mês. São produzidas nada menos do que13 tipos de cerveja e 4 tipos de chope, todos da mais alta qualidade, seguindo a Lei de Pureza Alemã. Incluída aqui a Lust, cerveja que sofre uma segunda fermentação na garrafa, mesmo método do Champagne. A garrafa aqui custa R$ 54,90 e a Lust Prestige, que fica um ano em contato com as leveduras, R$ 85,00.


A visita é rapidinha e logo fui ao que interessa: beber. Ainda mais com a sensação térmica de 40 graus nesse dia em Blumenau. Logo de cara pedimos uma mini degustação (R$ 4,00) bem bacana com os quatro tipos de chopes: Pilsen, Weizenbier, Pale Ale e Dunkel.

Pra acompanhar, umas Salsichas 4x1 (R$ 19,90). Frankfurter, Cerveja, Kalbsbratwurst e Schüblig, nada mais alemão. Pedi também um chope Pale Ale (R$ 4,30), o meu preferido da Eisenbahn.O chope Pilsen sai por R$ 3,80.

É possível degustar a premiada cerveja Lust na versão de 375 ml por R$ 29,90. Não consegui porque na hora não tinha nenhuma garrafa na temperatura correta... Enfim, fica pra próxima.

O que: Cervejaria Eisenbahn (Rua Bahia, 5181 Blumenau-SC, tel 47 3488 7371). De segunda a sexta a partir das 16 horas e sábado a partir das 10 horas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Degustando cervejas nacionais


Na última confraria In Lupulus Veritas tivemos uma experiência pra lá de bacana: degustar cevas nacionais às cegas... Xiiii, que saia justa! Será que quem gosta de Skol acertou? Ou seria Nova Schin? Ai, ai, ai...

Em cada round, foram degustadas três brejas. As primeiras foram:

1) Tinha a espuma mais bonita de todas. Na boca meio magrinha.

R: Cerveja Sol

2) A melhor cor de todas.Com mais aroma de lúpulo, pra mim foi a melhor das três. Melhor na boca, com muito mais corpo.

R: Bavária

3) O cheiro dessa era horrível, podre...Com menos cor que as outras e espuma ruim. Idem na boca. Quem será?

R: Brahma, podem acreditar!


No segundo round, a chapa esquentou de vez:

1) Espuma de poros grossos, que não é nada bom. Pouco aroma de lúpulo, sem graça.

R: Kaiser (lata). Confesso que dessa eu não esperava muita coisa mesmo!

2) Essa cerveja tinha uma cor mais clara. Melhor em aroma. Melhor  que a Brahma disparado!

R: Pasmem, foi a Nova Schin (garrafa)!

3) Nariz ruim, na boca um pouco de amargo.

R: Antarctica (garrafa)

Bueno, no terceiro round, a coisa ficou feia. Eis uma dita campeã sendo desbancada por um patinho feio:

1) Disparado a melhor cor das três. Melhor espuma, frutada, aroma de lúpulo, pra mim foi a melhor desse round.

R: Pilsen uruguaia. Pra ver que que a cerveja do dia a dia dos hermanos é muito melhor do que as nossas de guerra.

2) Essa ceva tinha pouca espuma, pouco aroma e ruim na boca. A pior desse round. Quem será??

R: Skol!!! Não deu pra acreditar. Essa desse redondo só se for gelada, que é pra não sentir nada!

3) Aqui uma pegadinha. Olha, vou te dizer que essa não tava grande coisa, mas melhor do que a Skol com certeza. Fraca de aroma, pouca cor. Descobriu?

R: Nova Schin! Reapareceu outra vez aqui pra confundir. E desceu mais redondo que a redonda...


No último round, a coisa melhorou, deu pra sentir de cara que a qualidade aumentou:

1) Aroma de banana, cor amarelo dourada. Médio corpo.

R: Baden Baden Cristal, 5% (R$ 12,00)

2) Cor âmbar, mel, frutada, aroma tostado, mais rica, lúpulo, café.

R: Fuller´s ESB Champion Ale, 5,9%

3) Ótima na boca, pra mim a melhor da noite.

R: Duvel Champenoise 8,5%

E no final nosso confrade Colau posou com a pegadinha da noite: a Nova Schin!


Veja também:


- Caxias:Stelas e Quilmes no Havana Café
- Canela: Le Monde, cozinha com alma na Serra Gaúcha
- Chile: Almoçando na Casa Silva
- Barcelona: Frutos do mar, cava e muito mais

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

In Lupulus... Veritas

No dia primeiro desse mês aconteceu o segundo encontro da confraria (agora com nome), "In Lupulus, Veritas", da qual eu faço parte. É a primeira confraria de cervejas da região do Vale dos Vinhedos, reduto amplamente dominado pelo vinho.

Quem conduziu a degustação foi a enóloga e sommeliere Patricia Possamai, no belo porão de pedra da casa de sua família. Além das cervejas abaixo, degustamos a cerveja artesanal do confrade Rafael, vulga "Pomperbier". Vamos as notas da prova:

1) Cerveja 8.6 Special Blonde Bier (R$ 10,80):

Uma lager holandesa, com graduação de 7,9%. Cor amarelo dourado, com espuma de poros finos, que permaneceu na taça. Aroma de lúpulo, grama, cereais, cítrica e banana. Na boca é cheia, levemente suave, encorpada e amarga. Harmoniza bem com pratos agridoces e pra mim foi a melhor da noite.

2) Hofbrau Original (R$ 11,50):

É uma munchen bier, de cor amarelo clara com 5,1% de alcool. Cristalina, com aromas de grama verde, lúpulo, feno e cereais. Boa, refrescante e amarga.

3) Primator Weizenbier (R$ 12,60)

Cerveja tcheca feita de trigo, de cor amarelo claro e 5% de graduação. É turva, com espuma de poros finos. Na boca apresenta médio corpo. Leve e frutada.

4) Primator Rytirsky 21% (R$ 15,00):

Essa cerveja de origem tcheca foi eleita a melhor na sua categoria, strong lager. Tem 21% de extrato de malte e 9% de graduação, sendo maturada por 3 meses. De coloração ambar, com espuma de poros finos. No nariz apresenta aroma de mel, fruta madura, feno, geléia de laranja, um belo bouquet. Na boca ela é cheia e com um longo final. Harmoniza com queijos e carnes, mas também com doces. Ficou perfeito com o pudim servido no jantar.

domingo, 2 de agosto de 2009

Degustação de cervejas


No mês passado participei do primeiro encontro de uma nova confraria de cerveja (ainda sem nome), em Bento Gonçalves. Claro, porque no meio dessa "gringaiada" na serra gaúcha ainda existem pessoas interessadas no fantástico mundo das cervejas de qualidade.

Quem conduziu os trabalhos foi a sommeliere e também enóloga, Patrícia Possamai. Aqui cabe um parêntese: apesar de enóloga, ela está familiarizada com o mundo da cerveja através da venda online de cervejas especiais em seu site www.vinhosweb.com.br. Além disso, as bases pra degustação de cervejas são semelhantes ao vinho, levando em conta os aspectos visuais, aromáticos e gustativos. E realmente a Patrícia conduziu os trabalhos daquela noite com maestria.

O lugar do primeiro encontro foi a bela casa da família Possamai, no interior de Bento. Pra jantar, o bom e tradicional coelho ao molho de nata da casa.

As cervejas degustadas, nessa ordem:

1) Warsteiner Premium Verum:


Originária da Alemanha, é uma cerveja de baixa fermentação e 4,8% de graduação. A espuma branca e brilhante foi sofrendo alteração durante a degustação. No nariz, apresentou aroma de pão, lúpulo e levedura. Tem alto teor de lúpulo, por isso tem gosto amargo saliente, que eu gostei. Harmonizou bem com um queijo de massa mole que comemos.

2) 1795 Dark Lager:


De origem tcheca, de baixa fermetação e com 4,5% de graduação alcoolica. De cor preta avermelhada, cristalina e com poros finos. Marcada por lúpulo e aromas frutados.

3) Erdinger Weissbier Dunkel:


De origem alemã e com 5,6%. É turva e de cor marrom escuro. Tem aromas secos e aromas de levedura não tão intensos. Na boca, um pouco picante e cheia.

4) Red 86 Special:


De origem holandesa, com graduação de 7,9%. Me agradou bastante. De cor avermelhada, frutada, com aroma de mel, caramelo ela é complexa e longa na boca. Pra apreciar devagar...

5) Schmitt Big Ale:


Cerveja brazuca, fabricada em Porto Alegre com graduação de 4,5%. Ela é "big" no tamanho, beleza da garrafa e no nariz: aromas de laranja, bem frutada, cítrica e complexa. Mas na boca ela é "small": magra e com baixa acidez, que deixa ela um pouco sem graça.

6) La Trappe Quadrupel:


De origem holandesa e com o alto teor de 10º. Teor esse que não ficou desarmônico, bem pelo contrário, a cerveja é muito equilibrada e na minha opinião foi a melhor da noite. De cor vermelha, essa cerveja, que é fermentada na própria garrafa, tem a espuma mais fina de todas degustadas. Os aromas são bem intensos e frutados, banana, lúpulo, cereais e aromas doces. Na boca ela é quente, cheia e com gosto de amêndoa amarga. Pela quantidade de alcool e doçura, ela harmonizou perfeitamente com uma tortinha de limão que foi servida. Ótimo casamento!

Veja também:

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cerveza Antares

Papos de Gourmet Especial em Mendoza

Nem só de vinhos vive a cidade de Mendoza. E nem só de cerveja Quilmes vivem os argentinos. Em uma rua boêmia da cidade de Mendoza, Calle ArístidesVillanueva, encontramos uma microcervejaria e franquia da Cerveza Artesanal Antares (produzida em Mar del Plata). Ingredientes especiais e receitas elaboradas fazem dela uma das boas opções argentinas hoje.

Kölsch, Cream Stout, Barley Wine são algumas das louras, morenas e ruivas servidas lá. Além das cervejas, o restaurante oferece boas opções: petiscos variados como bruschettas e pratos a base de cerveja.

Se você é daqueles que tem “sede de cerveja” e principalmente, com qualidade, não deixe de conhecer. Contam com filiais também em Buenos Aires e Bariloche.

O quê: Cerveza Artesal Antares (Microcervejaria e restaurante).

Onde:

Mendoza:

Calle Aristides Villanueva, 153 Mendoza, Argentina. Tel (0261) 423 8327

Buenos Aires:

Calle Armenia 1447. Tel 011 4833 9611

Calle Alicia Moreau de Justo1808, Puerto Madero. Tel 011 4315 6371

Bariloche

Calle Ada M. Elflein 47. Tel 02944 431 454

Maiores informações: www.cervezaantares.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Eisenbahn faz mais uma conquista na Europa

A cervejaria catarinense Eisenbahn está fazendo bonito ao conquistar premiações no velho continente, justamente onde se bebem as melhores cervejas do mundo. Uma vez por ano a revista inglesa Beers of the World (uma das publicações mais conceituadas do mundo) realiza o World Beer Awards. Na competição, três júris formados por especialistas do mundo todo avaliam as participantes dentro dos diferentes estilos.

As seguintes bebidas foram premiadas:


Eisenbahn Kolsch: Melhor cerveja do mundo na categoria Kolsch.

Eisenbahn 5: Melhor cerveja do mundo na categoria Vienna Red.

Confira as demais cervejas premiadas:
www.beers-of-the-world.com/wba08/index.php

Confira também o site da empresa: www.eisenbahn.com.br

Dica de livro: O catecismo da cerveja

Para os aficionados pelo tema ou simplesmente para quem quiser saber mais sobre o assunto, Papos de Gourmet recomenda o livro O catecismo da cerveja.

O autor Conrad Seidl é considerado o papa da cerveja na Europa. E nada melhor do que o papa para ensinar o catecismo das louras. O livro é composto por nada menos que 567 perguntas e respostas sobre o mundo da cerveja. Por exemplo, o que surgiu primeiro, a cerveja ou o vinho?

De leitura fácil e com ilustrações hilárias do cartunista Jaguar, a obra explica cada detalhe dessa fascinante bebida. Para ler e se embriagar. Prosit!

O quê: Livro O catecismo da cerveja. Autor Conrad Seidl, Editora Senac São Paulo. Ilustrações: Jaguar.





domingo, 10 de agosto de 2008

Jantar de Harmonização Eisenbahn

A prestigiada cervejaria de Blumenau, Eisenbahn, realiza no mês de agosto um jantar harmonizado com o Chef Emmanuel Bassoleil.
Francês de Dijon, Bassoleil é o chef-executivo responsável pela gastronomia do restaurante Unique e do Skye, que foi eleito em 2006 um dos 9 melhores restaurantes de hotel do mundo pela revista Hotel´s Magazine. Bassoleil foi eleito chef do ano duas vezes pelo Guia Quatro Rodas, em 1993 e 2001.



Menu:


Consommé aromatizado com trufa negra

Cerveja Lust Prestige

Terrine de foie gras com purê de banana da terra

Cerveja Strong Golden Ale

Linguado ao molho Iemanjá

Cerveja Kolsch

Parmentier de cordeiro e carrê ao molho de pimenta verde

Cerveja Dunkel


Fondant de chocolate amargo com geléia de physalis e calda de laranja e gengibre

Licor Bierlikor


Petit-fours

Licor Bierlikor


Valor: R$ 95,00 (incluídas as cervejas Eisenbahn)
Local: Senac Bistrô. Alameda Rio Branco, 165, Centro, Blumenau-SC
Informações: fone (047) 3488 7312 com Priscila

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cervejar é preciso...

A cerveja é uma das bebidas mais apreciada pelos brasileiros (consumo per capita de 47,6 litros). É muito menor do que o consumo na pátria da cerveja pilsen (República Tcheca com 158 litros per capita) porém absurdamente maior que o nosso consumo de vinho no Brasil, por exemplo (menos de 2 litros per capita).
Há cervejas e cervejas e hoje, infelizmente o brasileiro na grande maioria não está bebendo qualidade. Nossa cerveja é geralmente aguada, sem aromas e sabor que uma verdadeira cerveja deveria ter. O primeiro passo é aprender a diferenciar os estilos. Abaixo, farei um breve introdução ao mundo da cerveja:

- Água: é o principal ingrediente da cerveja, por isso é fundamental que ela seja de qualidade. Na Alemanha esse quesito é levado a sério pelos fabricantes de renome.
- Lúpulo: é uma planta cultivada em países frios, e é o que confere o amargor a cerveja e também o paladar. Não há produção de lúpulo no Brasil.

- Malte: é o grão germinado e seco posteriormente. Esse grão de cevada após a germinação concentra uma maior quantidade de açúcares benéficos ao processo de fermentação. A cerveja pode ser feita com a adição de cereais não malteados (que é o caso da maioria das cervejas produzidas no Brasil).
- Leveduras: no geral são divididas em dois grupos, as de alta fermentação ou ales e as de baixa fermentação ou lagers. Existem inúmeras cepas de leveduras que conferem diferentes tipos de aromas, gosto e teor alcoólica a cerveja.
- Tipos: são dois grandes grupos:

Do tipo Ale: é a cerveja típica do Reino Unido, sendo o seu maior expoente a Pale Ale. Na Alemanha elas são chamadas de Altbier e Kolsch (produzida a cidade de Colônia). Na Bélgica são famosas as Double e Triple Abbey. Na Irlanda o do tipo stout virou símbolo nacional através da marca Guiness.

Do tipo Lager: o estilo foi desenvolvido na Alemanha. Possuem aroma sem os traços frutados encontrados nas ales. Seu sabor e aroma são mais marcados pelo lúpulo e pelo malte. O ícone desse tipo de cerveja é a Pilsen, produzida pela primeira vez nessa cidade que hoje pertence a República Tcheca.

Existem inúmeras variações de cervejas com maltes especiais, defumados, mais ou menos torrados, leveduras especiais, de trigo e outros cereais não malteados. Algumas sofrem duas fermentações (no estilo champenoise) exibindo aromas bastante complexos. As cervejas Belgas são consideradas as melhores do mundo e têm receitas com diferentes tipos de maltes.

No Brasil, procure as cervejas artesanais, ou as que sigam as receitas européias tradicionais.

Eu recomendo:

- Cervejaria Eisenbahn (Blumenau-SC): http://www.eisenbahn.com.br/
- Cervejaria Abadessa (Pareci Novo-RS): http://www.abade.com.br/
- Cerveja Schmitt (Porto Alegre-RS): http://www.schmittbier.com.br/
- Cerveja Baden Baden (Campos do Jordão-SP): http://www.badenbaden.com.br/

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