segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O charme do Restaurante Leopoldina no Spa do Vinho

O Restaurante Leopoldina, no Spa do Vinho Villa Europa, é hoje referência em requinte, gastronomia e vinhos no Vale dos Vinhedos. Localizado no coração do Vale, em frente a Vinícola Miolo, a imponente construção tem a melhor adega de hotéis do Brasil. Ele é uma franquia da francesa (Bordeaux) Caudalie Spa & Vinothérapie.


Foi lá que cheguei pra jantar no sábado passado com a Fê, a Jô e o Marco. Chegando lá, já dá pra notar o belo visual do alto do morro: os parreirais nos arredores, a vinícola Miolo, a piscina externa e um terraço que se junta ao restaurante.


A primeira coisa que fiz foi conhecer a ampla adega do hotel, projetada pela Art de Caves. É totalmente climatizada e com capacidade pra até 40.000 garrafas. Hoje alí estão armazenadas em torno de 7.000 delas.

A adega está divida em vinhos do Vale dos Vinhedos, Vinhos do Brasil e outros países. Aí podemos encontrar jóias como Cheval Blanc, de R$ 6.000 a garrafa, e o Sauternes Chateau D´Yquem safra 1996.


O legal é que uma mesa de degustação fica no centro da adega, de onde dá pra observar todos os rótulos, já que ela é envidraçada.


Seguindo pela adega, na parte de trás há uma construção de pedra e madeira de pipas usadas, onde está guardado o vinho com a marca própria do hotel. Feito com uvas Merlot colhidas do parreiral na frente do Villa Europa, ele é elaborado somente em safras excepcionais. Vinificado na Miolo, até agora só foi lançado no mercado a safra de 2005.



De volta ao restaurante, começamos nossa jornada enogastronômica. O salão é bonito e aconchegante, com umas vigas de madeira. Logo na entrada um piano bar com lareira, onde ficamos esperando o Marco e a Jô.


O menu do restaurante é enxuto, mas com boas opções. De antepasto, serviram alguns pães com pasta de azeitona, tomate e maionese.


Pra começar eu pedi uma entrada fria, uma mil folha de berijnela com mussarela de búfala e rúcula (R$ 26,00). Bem crocante e com ótimo sabor.


Enquanto a entrada não chegava, o simpático Evandro que nos atendia, ofereceu uma taça de espumante Miolo brut. Ele chamou o Chef Fábio Lima pra conversar com a gente. Vindo do Recife, e com longa experiência em São Paulo, nos explicou sobre a composição dos pratos e sobre seu trabalho no hotel.

Eu comi um Carré de cordeiro ao molho de mostarda e risoto de queijo colonial (R$ 52,00). Cozido no ponto, com um bom molho que não mascarou o gosto do cordeiro. O risoto tem personalidade forte, com sabor da serra, e acompanhou igualmente bem a carne.


A Fê pediu um Salmão com crosta de quinua e salteado de legumes (R$ 42,00). Um prato funcional, rico em ômega 3, a saúde agradece. Mais do que isso, o prato é bem executado, o salmão talvez um pouco passado demais pro meu gosto, mas com certeza agrada a maioria. As verduras ficaram perfeitas, bem al dente.


A Jô atacou com um Risoto de camarão com alcachofra (R$ 56,00). A textura do camarão ficou ótima, mostrando aqui a origem do Recife do chef Fábio Lima, que sabe valorizar os produtos do mar. Um belo prato.

Uma das coisas boas de jantar aqui é a ampla carta de vinhos, três na verdade, com vinhos do Brasil, Vale dos Vinhedos e vinhos do mundo. Pra acompanhar, o Marco e a Jô pediram uma garrafa do vinho mendozino Alamos Chardonnay, da Catena Zapata (R$ 54,00). Um espetáculo de vinho, intenso, com aromas de banana madura, abacaxi e baunilha. E por esse preço, um verdadeiro best buy.


Eu e a Fê provamos o bom espumante Cave Geisse Brut Rosé 2004 (R$ 120,00). É igualmente intenso, com aromas de amêndoa, frutas vermelhas e pão seco. Com 5 anos de idade, esse espumante ainda é fresco, com boa acidez.


Ainda, provamos o exclusivo e bom vinho do hotel, um Merlot 2005 e um Sauternes 2006 que nos foram gentilmente oferecidos pelos simpáticos diretores do Villa Europa, Deborah Villas-Bôas Dadalt e Aldemir Dadalt.

De sobremesa pedi um Crème brullé (R$ 14,00), muito bem feito pelo chef, uma delícia.


A Fê pediu outro clássico, o Crêpe Suzette (R$ 14,00), bem cítrico e leve.


Já a Jô e o Marco ficaram com a Mil folhas de chocolate (R$ 13,00), um deleite pros chocólatras de plantão. Acompanha um coulis de frutas vermelhas, que fez uma boa combinação com o chocolate.


O Spa tem ainda um serviço de brunch aos domingos. No último andar, ele abriga um bistrô reservado pra eventos menores e com uma vista ainda mais impressionante.

Pra quem está a caminho do Vale dos Vinhedos, não perca essa dica!

O que: Restaurante Leopoldina Hotel & Spa do Vinho Caudalie (Rod. RS 444 Km 21, Vale dos Vinhedos Bento Gonçalves-RS. Tel 054 2102 7200. E-mail reservas@spadovinho.com.br)
Mais informação: www.spadovinho.com.br

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tapas em Logroño, Rioja


Papos de Gourmet Especial na Rioja

De uma forma simplificada, tapas são pequenas porções servidas nos bares da Espanha. Cada região tem sua especialidade: Madrid, Catalunha, País Basco e claro, Logroño, a capital do vinho da Rioja. Comida simples, mas com muito sabor.

Apesar de não aparentar ter muitos atrativos, Logroño me encantou, pela cordialidade das pessoas e pelo bom tapeo, o rito de comer tapas. E o tapeo é assim mesmo, uma celebração, uma reunião de amigos e aquele burburinho todo, entrando e saindo dos bares.

Em Logroño, esse movimento todo acontece na Calle del Laurel e arredores. Ele é intenso, e cada bar tem usa especialidade. O legal é acompanhar a refeição com um bom vinho riojano, vendido em taça em todos os lugares.

Um deles é o Bar Sebas (Calle Albornoz, 3) que tem uma fantástica tortilla de patata com um molho picante. Ela é molhadinha, uma das melhores que eu já comi.


Outra especialidade do Sebas são os pimientos rellenos com carne, pimentão recheado com carne. É bom, mas a tortilla mata a pau!



La Rioja é a primeira comunidade autônoma da Espanha em produção de champinhon, respondendo por 55% do total. Então não deixe de provar os champiñones a la plancha do Bar Soriano (Travesía del Laurel, 2). Feitos na chapa e colocados em cima de um pão com um camarãzinho por cima... espetacular!


E mais, a rua oferece variados bares com pinchos e bocaditos, nomes pelo quais são também conhecidas as tapas. Nada melhor do que uma boa comida depois de passar o dia visitando e bebendo nas fantásticas vinícolas da região!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A moderna Bodegas Darien



Papos de Gourmet Especial na Rioja

Tudo na Bodegas Darien parece ter sido feito pra impressionar: modernidade, decoração e detalhes aliados a alta tecnologia vinícola.




Chegamos lá com almoço marcado e isso foi a primeira coisa que fizemos. O almoço, aliás, é um capítulo a parte. Logo de cara me deparei com um belo e moderno salão que abriga os convidados a degustar um menu enoturístico de primeira grandeza.



A refeição custa Eur 40,00 por pessoa, incluindo aí o vinho Darien Reserva 2002, que estava magnífico. Foi uma das melhores refeições que eu já comi em uma vinícola. Fora o sabor, a refeição valorizou e revisitou com sabedoria pratos e ingredientes locais, o que é fantástico.

A primeira entrada foi um caldo servido num copinho, muito bom. Depois uma Chistorra a la plancha. Chistorra é um tipo de chouriço espanhol. Um gostoso embutido, típico, e com uma apresentação bem interessante.


Como primeiro prato a opção era entre uma Ensalada de Bacalao ou um Caparrón de Anguiano, que nada mais é do que uma espécie de feijoada espanhola. Eu fui no bacalhau e o Yugo no feijão. Ambos agradaram bastante.



Como prato principal Carrilleras de cerdo ibérico no vinho tinto. São as bochechas do porco ibérico. Uma delícia... e a harmonização com o vinho Darien Reserva 2002 ficou perfeita!


E para sobremesa, uma construção moderna de um prato de origem humilde e antigo, as torrijas de pan. Seria o equivalente no Brasil a rabanada, de origem portuguesa. Aqui é tradicionalmente comido na semana santa. Nesse caso foi servido com sorvete do vinho Darien Crianza, dentro de uma colher. Olha só que apresentação...



Já estávamos atrasados pra visitação na empresa (que tem hora marcada), depois desse prazeiroso e demorado almoço. E a primeira parada da visita foi no corredor, isso mesmo, num corredor de acesso. Eis que de repente um vídeo foi projetado numa parede branquinha, e começou a contar os caminhos que uva percorre no desde o parreiral até a vinificação... Tudo com uma tela bipartida em video e gráfico... Uau!



A produção dessa recente vinícola começou em 2007. São produzidas ao redor de 270.000 garrafas por ano. As barricas utilizadas são de carvalho francês e americano.

A empresa tem um sistema de fidelização dos clientes bem interessante, o Club Darien: dentro da vinícola há um espaço chamado de "reservado", para os privilegiados sócios guardarem suas garrafas. A capacidade de cada "reservado" é de 96 garrafas.

No percurso da visita impressionam a tecnologia de ponta, como desengaçadeiras modernas e telões que parecem "brotar" do meio das pipas. Fora a modernidade da construção e dos ambientes.

No final da visita, nos dirigimos a sala de degustação. Um desbunde, toda branca, moderníssima.


Provamos os ótimos vinhos da empresa como o top (que por sinal foi o que eu mais gostei) Delius (75%, 25% Graciano) 2001. Esse é elaborado somente em safras excepcionais.




O vinho Darien Selección (68% Tempranillo, 32% Mazuelo) 2002 é feito todos os anos com o melhor da vindima. É feita uma longa maceração e depois envelhecimento em barricas novas de carvalho francês. Também utilizam a técnica de microoxigenação. O tempo de permanência do vinho em barrica é até que ele obtenha seu grau máximo de expressão.

Darien Reserva 2002 (85% Tempranillo, 10% Garciano, 5% Mazuelo). O envelhecimento é feito em barricas de carvalho francês e americano por no mínimo 12 meses. Muito bom vinho.

Não provei mas a empresa tem ainda o Darien Rosado (100% Tempranillo), Darien Tempranillo e Darien Crianza.

A visitação total durou ao redor de 1 hora. O custo da visitação e degustação (sem almoço) é de Eur 6,00 (1 vinho), Eur 15,00 (4 vinhos), essa última com direito a aperitivo.

No final, dá pra comprar os vinhos da empresa numa moderna loja com uma rampa de acesso a uma coleção de vasos da época etrusca. O moderno contrastando com o antigo... é de impressionar qualquer um. Vale muito a pena a visita.



O que: Bodegas Darien (Crta Nacional 232 Km 07 26006 Logroño, La Rioja. Tel + 34 941 258 130. E-mail: visitas@darien.es)
Servços: Visitação de segunda a sábado as 12 hs, 13 hs e 16:30 hs. Domingo as 12 hs e as 13 hs. Almoço com opção de 3 menus e cursos de degustação. Reservar com antecedência.
Mais informação: www.darien.es

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Grand Tasting da Grand Cru em Porto Alegre

A importadora Grand Cru , que comemora sete anos de atividade, promove no próximo dia 19/08, das 19 h às 23 hs em Porto Alegre o Grand Tasting. O evento oferece para o público os principais vinhos da empresa, em diferentes estações temáticas como Brunello di Montalcino, Grandes Malbecs, Pinot Noir do Mundo, Shyraz x Syrah e Estação Humberto Canale. Veja aqui a lista completa.

Investimento: R$ 180,00

Grand Cru
Rua Quntino Bocaiúva, 1447
Rio Branco - Porto Alegre-RS
Tel. (051) 3332-8043 c/ Diego
infopoa@grandcru.com.br

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Casa dos Frios, um patrimônio do Recife

Fundada em 1957, a Casa dos Frios de Recife é um empório gourmet de primeira linha. São 2 endereços na cidade, eu visitei o da Boa Viagem.

A casa tem uma ótima variedade de produtos e uma excelente adega climatizada, com rótulos de diversos países.

Parei lá com minha mana pra fazer uma pausa pra um cafezinho em nosso tour pela cidade. Provamos e aprovamos o ótimo Bolo de rolo, eleito por várias vezes o melhor da cidade e que tem uma receita bem tradicional.O de goiabada pra mim é disparado o melhor.


Outra iguaria que não deve nada ao bolo de rolo é o bolo Souza Leão, considerado patrimônio imaterial do estado de Pernambuco. Feito a base de mandioca, leva ovos e leite de coco. Essa receita teria sido criada no século XIX pea família perrnambucana de mesmo nome.


A Casa dos Frios tem ainda inúmeros doces, bolos e tortas que dá uma vontade louca de comer só de olhando. Mas se tiver que escolher, prove os inigualáveis Bolo de rolo e Souza Leão.

O que: Casa dos Frios (Av Domingos Ferreira, 1920, Loja A, Boa Viagem, Recife-PE)
Mais informação: www.casadosfrios.com.br

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Café da Moeda em Porto de Galinhas


Pausa para um café em Porto de Galinhas... onde eu vou? Na semana que estive lá, encontrei o Café da Moeda, lugar onde saciei o meu vício pela cafeína, ou melhor, por um bom espresso. Fiz um break lá toda vez que eu passei pelo centrinho de Porto.

É pequeno, aberto, como um café na praia tem que ser. A decoração é bonita com várias moedas penduradas.

Aí são vendidas os Píos da sorte, moedas originadas de uma lenda do século XVI. Os "píos" teriam sido feitos por um senhor de engenho (Dom Procópio) que se revoltou contra a escravatura.





Prove o espresso Citrus (R$ 3,00) que vem com raspas de limão, boa combinação. O ótimo café é da marca Orfeu, de grife, originário da Fazenda Sertãozinho, no sul de Minas Gerais. Ah, e vem com um bolinho de rolo, ou mini bolo de rolo... whatever... Olha que graça.


Pra comer tem as típicas tapiocas (coco, queijo coalho, chocolate...) que custam de R$ 1,90 a R$ 2,70. E claro, como não poderia deixar de ser, o bolo de rolo.


O que: Café da Moeda (Av. das Piscinas Naturais, S/N Porto de Galinhas, Ipojuca-PE)

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